Para Escolas

Animação, ficções, documentários, oficinas e sessões comentadas: um programa diversificado, com propostas divididas pela Casa das Artes, pelas escolas e direccionadas para todos os graus de ensino, do ensino básico até ao secundário, em diálogo com os vários Agrupamentos de Escolas do concelho, mas também com a participação das escolas profissionais, designadamente a ACE – Escola de Artes de Famalicão (para alunos de Teatro e Dança) e a OFICINA - Escola Profissional do Instituto Nun'Alvares (para alunos de Audiovisuais e Multimédia), onde se realizará a masterclasse da cineasta Catarina Mourão, um dos destaques do programa. Sessões que ambicionam estender-se para lá da sala de projecção e enriquecer os currículos da escola, em diálogo com a restante programação do Close-up, sob o tema da Família Cinema.

Desassossego

de Catarina Mourão

Sessão para escolas
Dia 19-10 10h00 (AE D. Sancho I)
Presença de Ricardo Vieira Lisboa
(Portugal, documentário, 2001, 75 min) M/12

Um tríptico da vida na cidade do Porto. Este filme leva-nos a uma viagem através do "processo de mudança de casa" seguindo três personagens diferentes em diferentes etapas deste processo. Cada história será entrelaçada num tipo de corrente, permitindo a cada momento um ponto de vista diferente num plano de fundo totalmente diferente. Em complemento, será exibida a curta Próxima Paragem (2001, 15 min) : A cidade do Porto, no ano 2001, vista através de um autocarro e dos seus passageiros.

Masterclasse

por Catarina Mourão

Sessão para escolas (alunos de audiovisuais e multimédia)
Dia 21-10 10h00 (OFICINA)
Presença de Catarina Mourão

Catarina Mourão estudou Música, Direito e Cinema (Mestrado na Universidade de Bristol e Doutoramento pela Universidade de Edimburgo, bolseia da FCT em ambos). Fundadora da AporDOC (Associação pelo Documentário Português). Dá aulas de Cinema e Documentário desde 1998 em diferentes Licenciaturas e Mestrados. Em 2000 cria com Catarina Alves Costa a Laranja Azul, produtora independente de cinema. É neste contexto que realiza os seus filmes que têm sido sempre premiados e exibidos em festivais internacionais. As suas áreas principais de investigação são o documentário, a memória, o sonho, o arquivo e a autobiografia.

Inclui a exibição de Pelas Sombras.
Título original: Pelas Sombras (Portugal, documentária, 2010, 80 min)
Classificação: M/12

Lourdes Castro (1930-2022) foi uma das maiores artistas portuguesas da segunda metade do séc. XX e início do séc XXI. Fascinada pelo seu trabalho, Catarina Mourão quis fazer um filme com a artista e Pelas Sombras foi realizado na localidade madeirense do Caniço, na casa que Lourdes construiu com o marido, o artista Manuel Zimbro, quando, depois de muitas décadas a viver em Paris e em Berlim, decidiram voltar para Portugal. E Catarina fascina-se de novo, com a “magia no quotidiano das coisas”, e filma Lourdes no seu espaço e na sua quietude, a tratar das plantas, a revisitar os seus álbuns de família, os livros de artista. Os gestos de todos os dias, o respirar.

As Férias do Sr. Hulot

de Jacques Tati

Sessão para escolas (1.º e 2.º ciclos)
Dia 17-10 10h00 (GA)
Les vacances de Monsieur Hulot (França, ficção, 1953, 80 min) M/6

Hôtel de la Plage, costa atlântica, Verão: as pessoas poisam as malas calmamente. Ao longe, o som incomodativo de um carro ruidoso. Ao volante, um veraneante pouco comum. É o senhor Hulot (Jacques Tati), que empurra a porta do hotel e provoca logo uma enorme corrente de ar. A partir daí, instala-se a desordem total: o Sr. Hulot, para gáudio das crianças, semeia involuntariamente o terror nesta pequena sociedade de veraneantes demasiado sérios.

Oficina

Entre as Imagens

por Tânia Dinis

Sessão para escolas (1.º, 2.º e 3.º ciclos)
Dia 17-10 14h30 (GA)
Presença de Tânia Dinis

Apresentação dos resultados da Oficina realizada no Agrupamento de Escolas D. Maria II, durante o mês de Setembro, com uma turma do 5º e outra do 9º ano.

Os arquivos reúnem, preservam, organizam documentação que nos mostram acontecimentos do passado. Constituem fontes de conhecimento que nos dão a conhecer factos supostamente verdadeiros, a imagem funciona como veiculo da memória. O arquivo é memória e esta potencia, informa e altera a realidade presente. Uma das funções do arquivo é activar a nossa memória sobre o conteúdo arquivado. O arquivo preserva a memória pelo arquivamento de registos, por um sujeito/instituição, que tem o poder de decidir o que entra e o que fica no arquivo. O principio da montagem nasce com o cinema e é a partir da ideia de montagem cinematográfica, mais especificamente do efeito Kuleshov, de plano contra plano, que pretendemos revisitar, reorganizar, reinterpretar as imagens: Nacional 206 de Catarina Alves Costa (2008), Famalicão de Manoel de Oliveira (1940), A Terra e o Homem de Manuel Guimarães (1969) e Revolução Industrial de Frederico Lobo e Tiago Hespanha (2014), filmes documentários filmados no concelho de Vila Nova de Famalicão, imagens, que funcionam agora como arquivo. O objectivo é a construção de uma ou várias obras de performance-imagem expandida, com manipulação em tempo real. Durante as sessões os alunos e alunas vão ter oportunidade de visionar os filmes, entrar em contacto com suportes e dispositivos cinematográficos relacionados com arquivo, noções básicas de elaboração de um pequeno filme cinematográfico e a construção de uma pequena obra, partindo de fragmentos de imagens, de sons, palavras, implementando colagens, técnicas para a apropriação deste material, usando a memória como ferramenta de transformação. Estas imagens de diferentes épocas, podem agora, ser questionadas, transformadas, construindo novas histórias ou a histórias que queremos ver, entre o passado e presente, do individual ao coletivo, na sua função económica socio cultural de uma determinada região.

As Férias do Sr. Hulot

de Jacques Tati

Sessão para escolas (1º e 2º ciclos)
Dia 18-10 10h00 (Teatro Narciso Ferreira)
Les vacances de Monsieur Hulot (França, ficção, 1953, 80 min) M/6

Hôtel de la Plage, costa atlântica, Verão: as pessoas poisam as malas calmamente. Ao longe, o som incomodativo de um carro ruidoso. Ao volante, um veraneante pouco comum. É o senhor Hulot (Jacques Tati), que empurra a porta do hotel e provoca logo uma enorme corrente de ar. A partir daí, instala-se a desordem total: o Sr. Hulot, para gáudio das crianças, semeia involuntariamente o terror nesta pequena sociedade de veraneantes demasiado sérios.

Um Corpo Que Dança

Ballet Gulbenkian 1965-2005

de Marco Martins

Sessão para escolas (3.º ciclo e secundário, com especial enfoque para alunos de dança e teatro)
Dia 18-10 14h30 (GA)
Presença de Cristina Pereira e Vasco Macide
(Portugal, documentário, 2022, 125 min) M/12

Encomendado pela Fundação Calouste Gulbenkian, com produção da Vende-se Filmes e o apoio da RTP, “Um Corpo que Dança” tem autoria de Marco Martins – realizador de "Alice" (2005), "Como Desenhar Um Círculo Perfeito" (2009) e “São Jorge” (2016) – e traça o percurso do Ballet Gulbenkian, considerada uma das maiores companhias de dança portuguesa do século XX. Apoiando-se em imagens de arquivo e entrevistas a criadores, a historiadores, a bailarinos e a ex-directores, o realizador mostra-nos a história desta companhia, desde o seu início, em 1965, até à sua extinção em 2005. Ao mesmo tempo, é mostrado todo o contexto político, económico e social de Portugal ao longo desses 40 anos.

À Procura de Anne Frank

de Ari Folman

Sessão para escolas (2.º e 3.º ciclos)
Dia 20-10 10h00 (GA)
Where Is Anne Frank (BEL/LUX/ISR/HOL/FRA, animação, 2021, 95 min) M/6

Neste filme de animação, assinado pelo realizador israelita Ari Folman – nomeado para o Óscar com “A Valsa com Bashir” –, somos apresentados a Kitty, a melhor amiga imaginária a quem Anne Frank se dirigiu ao escrever no diário que a tornou célebre em todo o mundo. A acção decorre nos dias de hoje, quando Kitty desperta em casa de Anne, em Amesterdão, e parte à sua procura, esperançosa de a encontrar com vida. Impressionada com as mudanças ocorridas no mundo, a rapariga depara-se com o enorme impacto das palavras escritas por Anne ao longo do tempo, tornando-a um símbolo de resistência e coragem para todas as vítimas do racismo, do anti-semitismo e do fascismo.