
Nadezhda Petrukhina viveu em tempos dias gloriosos como piloto durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, como directora de uma escola, lida com o sufoco e o aborrecimento do dia-a-dia.

Piotr, um prestigiado neurocirurgião, atravessa uma crise de identidade, após o fracasso do seu casamento. Para tentar resolvê-la, aceita um trabalho na longínqua Sibéria. “Tu e Eu” é o único filme a cores realizado por Larisa Shepitko.

Neste seu filme, adaptado do seu romance homónimo, o romancista e dramaturgo alemão Peter Handke conta a história de uma mulher de trinta anos que vive nos subúrbios de uma cidade industrial da Alemanha Ocidental que quer separar-se do marido e recomeçar uma nova vida. Produzido por Wim Wenders, é um filme lacónico, grave, com dois grandes actores: Edith Clever e Bruno Ganz.

Na Berlim pós-guerra, Damiel e Cassiel são dois anjos que deambulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles lêem os seus pensamentos e tentam confortar as almas que encontram. Entretanto, um dos anjos apaixona-se por uma trapezista, e deseja tornar-se humano para experimentar as alegrias e tristezas de cada dia. "As Asas do Desejo" narra a disputa entre o divino e o efémero, com uma lentidão poética pontuada por imagens a cores e preto e branco, que valeu a Wim Wenders a Palma de Ouro em Cannes.

Com imagens de arquivo e entrevistas realizadas ao longo de vários anos, os realizadores Jon Nguyen, Rick Barnes e Olivia Neergaard-Holm levam o espectador numa "viagem íntima" ao universo de David Lynch, um dos mais icónicos artistas da sua geração. O seu percurso pessoal e profissional, desde a infância em Missoula (no Estado norte-americano do Montana) às ruas de Filadélfia, onde frequentou a Academia de Belas Artes da Pensilvânia, ou, um pouco mais tarde, a Los Angeles, onde iniciou a carreira cinematográfica. Dedicada à filha Lula Boginia Lynch (nascida em Agosto de 2012, aquando do início das rodagens), esta obra anuncia-se como uma "memória privada" que vai revelando alguns momentos cruciais que fundamentam o estilo peculiar de Lynch nas suas diversas vertentes, enquanto artista visual e músico, mas muito particularmente enquanto autor de algumas das mais importantes obras da história do cinema.

O filme que se pretende como a "prequela" da famosa série de televisão de David Lynch, "Twin Peaks", onde se expõe o drama que levou à morte da jovem Laura Palmer, ponto de partida para aquela série. Um dos mais estranhos e surrealistas filmes do realizador.

Depois de "Uma História Simples", David Lynch regressa ao seu mundo enigmático com "Mulholland Drive", um filme de que disse apenas ser uma história de amor na cidade dos sonhos. Há duas raparigas. Betty - a loira - é uma aspirante a actriz que chega deslumbrada a Los Angeles, a terra de todas as oportunidades e todos os sonhos. A outra é morena, transborda sensualidade, ficou amnésica depois de um acidente de carro e diz que se chama Rita porque viu o nome num cartaz do célebre filme "Gilda" com Rita Hayworth. O cruzamento de todos estes universos é "Mulholland Drive", um ensaio sobre a dualidade do real/irreal num filme em que todos os personagens têm outra face. David Lynch ganhou (ex-aequo com os irmãos Coen) o Prémio de Melhor Realização no Festival de Cannes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, dois soldados soviéticos afastam-se do seu pelotão para a recolha de mantimentos numa quinta próxima. Os alemães chegam primeiro ao local, e os dois soldados são obrigados a caminhar no interior da floresta, numa tentativa de encontrar refúgio junto dos camponeses. Esta viagem por território ocupado é também uma viagem ao seu interior, já que a angustiante caminhada leva-os a uma jornada de traição, heroísmo e transcendência. Urso de Ouro e Prémio FIPRESCI no Festival de Berlim.