Cinema para Escolas

Com a participação do Agrupamento de Escolas de Camilo Castelo Branco (1º, 2º e 3º ciclos e alunos do audiovisual) e a Faculdade de Arquitectura da Universidade Lusíada (Famalicão e Porto).

Corrida contra a extinção! + Que feitiço é este?

27-10-2016 15h00 (PA)
Sessão para escolas Oficína (alunos do 1.º ciclo)

FILMINHOS CORRIDA CONTRA A EXTINÇÃO! (50 minutos) Tema: Natureza/conservação Áreas de intervenção: Estudo do meio, Matemática, Expressão Plástica e Português Assunto: Nestes filmes pretende-se tratar questões relacionadas com a conservação e preservação das espécies na Natureza, apresentando algumas das causas de extinção dos animais selvagens. Objectivos pedagógicos: Aprendizagem através do lúdico – cinema; Desenvolver a imaginação e ampliar a cultura visual através da experiência do cinema; Questionar e reflectir sobre questões de conservação; Causas da extinção e preservação das espécies.

OFICINA QUE FEITIÇO É ESTE? Brinquedo óptico Taumatrópio (1 hora) Afinal o que é que este círculo mágico esconde? Será feitiço ou ilusão? Nesta oficina vamos descobrir um dos brinquedos ópticos que antecederam o cinema! Faixa etária: 5–7 anos Número máximo de participantes: 25 Objectivos: Perceber como é criada a ilusão de movimento no cinema; Construção de um brinquedo óptico – taumatrópio; Exploração plástica através do desenho; Desenvolvimento da imaginação e da inteligência.

A Flor do Equinócio

de Yasujiro Ozu

27-10-2016 10h00 (GA)
(alunos de audiovisual e público)
Higanbana (Japão, ficção, 1958, 118 min) M/12
Com a presença de David Pinho Barros

Wataru Hirayama (Shin Saburi), um homem de negócios de Tóquio a quem os outros sempre recorreram para conselhos sentimentais ou familiares, vê-se confrontado com um conflito com a própria filha, Yukiko (Fujiko Yamamoto). O problema é que ele não aprova o homem com quem ela deseja casar-se e muito menos o facto de ter feito essa escolha sem o consultar. Centrado no tema mais caro a Yasujirô Ozu na fase final da sua obra – as relações familiares no Japão do pós-guerra – e baseado num romance de Ton Satomi, "A Flor do Equinócio" é um dos maiores exemplos da mestria e perfeição alcançadas pelo cineasta nipónico. Foi o seu primeiro filme a cores.

Gesto

de António Borges Correia

28-10-2016 10h00 (PA)
(alunos do 2.º e 3.º ciclo e público)
(Portugal, documentário, 2016, 80 min) M/12
Com a presença de António Borges Correia

António tem 18 anos e é surdo profundo. Quer estudar cinema fora de Portugal e ser realizador. Fazer filmes para todos, surdos e ouvintes. É um sonho que, como todos os sonhos, tem um preço, poderá por causa o seu primeiro amor com Irina, uma jovem também surda, que não compreende o que motiva António a querer partir para longe, em busca de um sonho tão ambicioso. O filme foi realizado no Centro de Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira, vocacionado para a integração de alunos surdos. Foi neste colégio, que remonta ao reinado de D. João VI, que se desenvolveu a Língua Gestual Portuguesa, reconhecida na Constituição da República desde 1997. O colégio passou a estar integrado na Casa Pia de Lisboa em 1834, está atualmente instalado num edifício distinguido com o prémio Valmor e continua vocacionado para o ensino de crianças surdas, integrando igualmente alunos ouvintes.

A Infância de Ivan

de Andrei Tarkovski

28-10-2016 15h00 (GA)
(escolas do audiovisual e público)
Ivanovo detstvo (URSS, ficção, 1962, 95 min) M/12
Com a presença de Elsa Mendes

A primeira longa-metragem do autor de "Andrei Roublev". Narrativa de um adolescente que vive uma vida feliz e sem história até ao momento em que rebenta a guerra e vê toda a sua família ser morta. Para se vingar, passa a servir de guia aos militares numa implacável perseguição aos agressores. Se o filme se inscreve ainda sob o signo da propaganda, a dimensão poética da narrativa coloca-o já a par das suas obras maiores.

Extensão do Cinanima - 40.ª edição

13-01-2017 10h00 (GA)

O CINANIMA é um festival de cinema de animação organizado pela Cooperativa NASCENTE e pela Câmara Municipal de Espinho. Desde a sua primeira edição, em 1976, tem desenvolvido uma atividade regular na divulgação do cinema de animação e dos seus autores, num projeto precursor da descentralização cultural portuguesa.

Cinanima Junior – sessão com curtas de animação adequadas a alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo.

Há Festa na Aldeia

de Jacques Tati

28-03-2017 10h00 (GA)
Jour de Fête (França, 1949, 75 min) M/6

Numa pequena aldeia do centro de França é dia de festa: os feirantes chegam à praça com as suas roulottes, carroças, carros, cestas, carrocéis, lotarias, fanfarras. Instala-se um cinema ambulante. É ocasião para os aldeões descobrirem um documentário sobre as proezas dos correios na América. Ridicularizado por toda a aldeia, François, o carteiro, decide aprender a executar o seu trabalho “à americana”. Festival de Veneza – Vencedor Prémio Internacional Melhor Argumento

O Meu Tio

de Jacques Tati

28-03-2017 14h30 (PA)
Mon Oncle (França, 1958, 110 min) M/6

O senhor e a senhora Arpel têm uma casa moderna num quarteirão asséptico. Eles têm tudo, conseguiram tudo, na casa deles é tudo novo: o jardim é novo, a casa é nova, os livros são novos. Neste universo tão confortável, tão "clean", tão "hich-tech", tão bem programado, o humor, os jogos e a sorte não têm lugar. E o filho Gérard aborrece-se de morte. É então que irrompe na sua vida o irmão da senhora Arpel, o tio, o Sr. Hulot (Jacques Tati). Personagem inadaptada, habituada ao seu mundo caloroso, vai, para delírio do sobrinho, virar tudo de pernas para o ar. Festival de Cannes 1958 - Prémio Especial do Júri; Oscars 1959 – Melhor Filme Estrangeiro.

"O Meu Tio" prolonga a figura do senhor Hulot, acentuando a sátira da sociedade contemporânea com uma leitura profunda não apenas da relação do cineasta com os "gags" visuais - que articula com o seu militante individualismo, transformando a herança de Buster Keaton ("The Electric House" é uma das matrizes incontornáveis) em algo de pessoal e intransmissível -, mas também a abrir para uma experimentação sobre a cor e sobre uma modernidade patente nos cenários, na arquitectura de interiores e na intromissão de uma banda sonora minimalista e essencial. Uma obra-prima absoluta a rever e a revalorizar sempre, universal e localizada no tempo de uma ruptura com os mecanismos de representação. Mário Jorge Torres, Publico