Observatório de cinema - Casa das Artes de Vila nova de Famalicão

HISTÓRIAS DO CINEMA

O roteiro. Livro de bordo em que se assinalam todos os pormenores de uma viagem. Indicações sobre as estradas, os caminhos, lugares e distâncias. Ou texto de programa, televisivo ou radiofónico, teatral ou cinematográfico. Um guião, portanto. A viagem, como o cinema, revela uma paisagem em constante evolução, uma série de imagens que se movem rapidamente. Uma pessoa viaja, acredita, como vê. Tem a possibilidade de estar em sítios que nunca pensou poder estar: como aqui, no observatório de Famalicão. Fazer histórias das viagens é fazer a história das diferentes linhas que se vão traçando. E hoje estamos encantados com pontos de partida e destinos. Mas a viagem é o percurso. E o cinema? É todo um mundo. Fazer, ver filmes, é ser viajante frequente. Na segunda edição de Close-Up, a secção Histórias do Cinema propõe roteiro em ziguezague europa-américa. Pela vanguarda da “new wave” russa, cicerone Shepitko propõe passagem pelos ares e excursão ao gelo soviético, enquanto parceiro Klimov oferece estadia na longínqua Sibéria. Em parceria com Wenders-Handke, uma das mais notáveis colaborações entre escritor e cineasta, visitas guiadas à compreensão mais ampla da adaptação cinematográfica e das suas múltiplas conexões. Já na América, 25 anos depois, o cinema de Lynch voltou a invadir a televisão. Pelo caminho, documentário sobre a vida-arte do cineasta, com destaque para o papel da pintura. E o filme prólogo, talvez o ponto alto da sua filmografia, concebido depois da série. A viagem termina na cidade dos sonhos, pela estrada que serpenteia a terra da luz e das sombras..

Nadezhda Petrukhina viveu em tempos dias gloriosos como piloto durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, como directora de uma escola, lida com o sufoco e o aborrecimento do dia-a-dia.
Piotr, um prestigiado neurocirurgião, atravessa uma crise de identidade, após o fracasso do seu casamento. Para tentar resolvê-la, aceita um trabalho na longínqua Sibéria. “Tu e Eu” é o único filme a cores realizado por Larisa Shepitko.
Neste seu filme, adaptado do seu romance homónimo, o romancista e dramaturgo alemão Peter Handke conta a história de uma mulher de trinta anos que vive nos subúrbios de uma cidade industrial da Alemanha Ocidental que quer separar-se do marido e recomeçar uma nova vida. Produzido por Wim Wenders, é um filme lacónico, grave, com dois grandes actores: Edith Clever e Bruno Ganz.
Na Berlim pós-guerra, Damiel e Cassiel são dois anjos que deambulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles lêem os seus pensamentos e tentam confortar as almas que encontram. Entretanto, um dos anjos apaixona-se por uma trapezista, e deseja tornar-se humano para experimentar as alegrias e tristezas de cada dia. "As Asas do Desejo" narra a disputa entre o divino e o efémero, com uma lentidão poética pontuada por imagens a cores e preto e branco, que valeu a Wim Wenders a Palma de Ouro em Cannes.
Com imagens de arquivo e entrevistas realizadas ao longo de vários anos, os realizadores Jon Nguyen, Rick Barnes e Olivia Neergaard-Holm levam o espectador numa "viagem íntima" ao universo de David Lynch, um dos mais icónicos artistas da sua geração. O seu percurso pessoal e profissional, desde a infância em Missoula (no Estado norte-americano do Montana) às ruas de Filadélfia, onde frequentou a Academia de Belas Artes da Pensilvânia, ou, um pouco mais tarde, a Los Angeles, onde iniciou a carreira cinematográfica. Dedicada à filha Lula Boginia Lynch (nascida em Agosto de 2012, aquando do início das rodagens), esta obra anuncia-se como uma "memória privada" que vai revelando alguns momentos cruciais que fundamentam o estilo peculiar de Lynch nas suas diversas vertentes, enquanto artista visual e músico, mas muito particularmente enquanto autor de algumas das mais importantes obras da história do cinema.
O filme que se pretende como a "prequela" da famosa série de televisão de David Lynch, "Twin Peaks", onde se expõe o drama que levou à morte da jovem Laura Palmer, ponto de partida para aquela série. Um dos mais estranhos e surrealistas filmes do realizador.
Depois de "Uma História Simples", David Lynch regressa ao seu mundo enigmático com "Mulholland Drive", um filme de que disse apenas ser uma história de amor na cidade dos sonhos. Há duas raparigas. Betty - a loira - é uma aspirante a actriz que chega deslumbrada a Los Angeles, a terra de todas as oportunidades e todos os sonhos. A outra é morena, transborda sensualidade, ficou amnésica depois de um acidente de carro e diz que se chama Rita porque viu o nome num cartaz do célebre filme "Gilda" com Rita Hayworth. O cruzamento de todos estes universos é "Mulholland Drive", um ensaio sobre a dualidade do real/irreal num filme em que todos os personagens têm outra face. David Lynch ganhou (ex-aequo com os irmãos Coen) o Prémio de Melhor Realização no Festival de Cannes.
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