Observatório de cinema - Casa das Artes de Vila nova de Famalicão

FILMES-CONCERTO

  • de Dziga Vertov
  • O HOMEM DA CÂMARA DE FILMAR

  • 14 de Outubro (21h30, GA) M/12
  • Chelovek s kino-apparatom (Documentário/Experimental, URSS, 1929, 65 min.)
  • página dos Sensible Soccers | no imdb
FILME CONCERTO PELOS SENSIBLE SOCCERS

O Homem da Câmara de Filmar é um autêntico manifesto de Dziga Vertov, o realizador mais radical e futurista da vanguarda soviética dos anos 20. Cinema de montagem, que recusa a trama narrativa, o actor e os intertítulos, cinema da "câmara-olho" (kino-glaz), mais perfeita do que o olho humano. De ressaltar as contribuições de Mikhail Kaufman na fotografia e de Elizaveta Svilova, mulher de Vertov, na montagem. Um "filme ‘ao contrário', com uma expressão fabulosamente ritmada", na opinião de Jean Rouch, para quem Dziga Vertov "era antes de mais nada um poeta, o documentarista das festas revolucionárias", que acabou por ser "rejeitado pela sua sociedade." [Cinemateca Portuguesa]

A sonoridade dos Sensible Soccers incorpora estéticas muito variadas. Sem esconderem o gosto pelas melodias pop, fogem ao formato tradicional de canção, optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão. O seu primeiro registo data de 2011, ano em que também se estrearam nas vibrantes actuações ao vivo. Depois do primeiro álbum de originais, "8", e de uma incursão performativa com a artista visual Laetitia Morais, editaram em Março de 2016 o seu mais recente trabalho, "Villa Soledade".
FILME CONCERTO PELOS DEAD COMBO

Reinaldo Ferreira Imaginou entrevistas com Mata-Hari e Conan Doyle, enviou reportagens da “Rússia dos sovietes” sem nunca lá ter posto os pés, criou um dos primeiros detectives de gabinete da literatura policial, deu forma a uma galeria interminável de heróis de folhetim, fundou jornais, realizou filmes, previu, ao jeito de Júlio Verne, como seriam Lisboa e o Porto no ano 2000. Reinaldo Ferreira. R de realidade e F de ficção. Os 38 anos da sua breve passagem pelo mundo foram vividos à beira do delírio, com a morfina a ajudar. Um tipógrafo distraído inventou a alcunha que o iria consagrar: Repórter X.

(1) Rita ou Rio (1927, 41min); (2) Vigário Sport Club (1927, 9min); (3) Hipnotismo ao Domicílio (1927, 18min)

A música dos Dead Combo é indissociável dos espaços (físicos, mitológicos) que a geraram. Sem letras nem palavras, o duo de Tó Trips e Pedro Gonçalves canta com uma clareza desarmante o Tejo e Lisboa, Portugal e o Mediterrâneo, uma África idealizada e a vastidão da América, imaginada em Itália nos westerns de Morricone, majestosamente filmada por Wim Wenders e tocada por Ry Cooder. Para cantarem estes retratos, repita-se, não precisam de uma voz. Precisam apenas de uma guitarra e um contrabaixo que, informados por uma certa vivência do rock'n'roll, conjuram anos e anos de música e atravessam continentes, reunindo o fado e os blues na mesma canção. Neste filme-concerto serão acompanhados por músicos convidados.