Observatório de cinema - Casa das Artes de Vila nova de Famalicão

CINEMA PARA ESCOLAS

Um filme de Chaplin pode falar para vários públicos, pode dar-se a ver o vagabundo e o burlesco, mas também um mundo entre duas guerras, as alterações sociais e o mundo do trabalho. Sessões para todos os escalões etários presentes na escola, todas comentadas em função do ciclo pretendido (por académicos, jornalistas, realizadores e por Isabel Ruth, umas das grandes actrizes do nosso cinema), com muito cinema de animação (incluindo uma masterclasse com as animadoras Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues), e obras incontornáveis de Chaplin, Erice e Paulo Rocha.

10h00, PA _sessão para alunos do 3.º ciclo e secundário, incluindo introdução e debate após a projecção.

15h00, PA _sessão para professores , que inclui a oficina “O Cinema por Dentro”: Workshop de sensibilização à linguagem e matéria do cinema, a partir da visualização, análise e discussão de filmes, do ponto de vista da criação cinematográfica, coordenado pela Associação Os Filhos de Lumière. São lançadas pistas de trabalho sobre uma pedagogia de educação para o cinema, adaptável a diferentes idades, regiões, lugares, meios, utilizando múltiplos recurso pedagógicos produzidos no âmbito dos programas de cooperação europeia (e internacional) de educação ao cinema: CinEd, Moving Cinema e Cinema, Cem Anos de Juventude.

Um dos melhores filmes espanhóis de sempre, construído à volta do mito de Frankenstein, recriado no espírito de uma criança, após ver o filme de Whale no cinema ambulante, e que se desenvolve na atmosfera deprimente do campo espanhol, nos anos que se seguiram ao fim da guerra civil. [Cinemateca Portuguesa]

Realizado em 1936, é um dos filmes mais significativos de Charles Chaplin. A sua obra sobre a luta entre as máquinas e o homem, na busca do caminho para a felicidade. O Vagabundo procura ganhar a vida trabalhando numa linha de montagem numa fábrica gigantesca. Mas está sempre a arranjar confusão e vai vivendo uma série de peripécias que o conduzem ao hospital e várias vezes à prisão. No entanto, essas peripécias conduzem-no também a uma jovem rapariga, cujo pai foi morto numa greve e por quem ele se apaixona. O Vagabundo e a rapariga juntam-se para enfrentar juntos as dificuldades da vida.
Courgette é a alcunha de Ícaro, um rapazinho de nove anos que, após a morte da mãe, é enviado para um orfanato. Apesar das circunstâncias trágicas que o levaram até ali, é exactamente nesse lugar que o pequeno vai encontrar o seu lugar no mundo. Ao seu lado terá Raymond, o polícia encarregue do seu caso que se tornou um grande amigo, assim como Simon e Camile, dois órfãos que, tal como ele, se viram subitamente sós e com quem vai partilhar os mesmos sentimentos de luto, tristeza e raiva, mas também a alegria das brincadeiras e a esperança de encontrar um novo lar…Primeira longa-metragem do suíço Claude Barras, um filme de animação em "stop motion" estreado na edição de 2016 do Festival de Cinema de Cannes, foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme de Animação.
Por uma janela entreaberta, duas moscas descobrem um sótão empoeirado, onde são surpreendidas pelos objetos que nele habitam – Balança, Caixa de Música, Cafeteira, Jarra e Microfone. Em modo de entrevista e de forma descontraída os protagonistas contam episódios da sua vida: como foi crescer, namorar, casar, trabalhar e até emigrar, num tempo em que a maneira de viver era diferente. Executado em stop motion e complementado com animações 2D, realizado no âmbito da Academia RTP 3.0.

António, um velho patrão de um barco-draga, e Carolina, uma velha guarda-cancela, casam-se. Um dia, Mélita, a sobrinha, cai ao Rio do Ouro e António salva-a. O velho sente-se atraído pela rapariga e Carolina fica com ciúmes. Num comboio, Zé dos Ouros, um cigano vidente, tenta vender um colar a Mélita, mas tem uma visão sobre uma vida passada da rapariga: ela matou o amante e pintou com sangue o quarto onde se encontravam. Aterrado, Zé foge, mas Carolina vai atrás dele.

Suíça, finais da década de 1970. Eddy Ricaart é libertado da prisão e recebido por Osman Bricha, um grande amigo. Como ambos se encontram num momento particularmente difícil das suas vidas, decidem fazer um acordo: Osman acolhe-o em sua casa e, em contrapartida, Eddy cuidará da pequena Samira, a filha de Osman, enquanto a mulher está no hospital. Quando a morte de Charlie Chaplin é anunciada na televisão - assim como a enorme fortuna que deixou à família -, Eddy encontra aí a solução para os problemas económicos de ambos: assaltar o cemitério onde Chaplin foi enterrado, roubar o caixão e pedir um resgate. Porém, nem tudo corre como o esperado…
  • de Alê Abreu
  • O MENINO E O MUNDO

  • 26 de Janeiro (10h00, GA) M/6
  • (1.º e 2.º ciclos)
  • O Menino e o Mundo (Animação, Brasil, 2013, 80 min.)
  • página de Alé Abreu | no imdb

Um menino abandona a sua aldeia para procurar o seu pai, descobrindo um mundo dominado por seres estranhos e fantásticos. Uma animação extraordinária, com várias técnicas artísticas (lápis de cor, giz de cera, colagem e aguarela), que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança. A realização é do brasileiro Alê Abreu ("Garoto Cósmico") que, com este filme, se viu nomeado para um Óscar da Academia, na categoria de Melhor Filme de Animação.
  • de Raoul Peck
  • EU NÃO SOU O TEU NEGRO

  • 6 de Março (10h00, GA) M/12
  • (3.º ciclo e secundário)
  • I am Not Your Negro (EUA, 2016, 93 min.)
  • entrevista a Raoul Peck | no imdb
Em 1979, o poeta e ensaísta James Arthur Baldwin (1924-1987) iniciou "Remember This House", um trabalho biográfico sobre Medgar Evers (1925-1963), Malcolm X (1925-1965) e Martin Luther King Jr. (1929-1968), os três maiores líderes negros da década de 1960 nos EUA, todos eles assassinados. A obra analisava a história do racismo, assim como o tratamento dado às minorias em território norte-americano. Baldwin morreu de cancro do estômago antes de a finalizar. O manuscrito inacabado foi confiado ao realizador haitiano Raoul Peck que, combinando textos e imagens de arquivo em que o autor expôs os seus pensamentos, decidiu fazer um documentário sobre o tema. Narrado pelo actor Samuel L. Jackson, "Eu Não Sou o Teu Negro" é uma reflexão sobre as lutas históricas pela igualdade de direitos e a forma como o tema se mantém actual e pertinente no contexto do século XXI. Estreado no Festival de Cinema de Toronto (Canadá), foi nomeado para o Óscar de Melhor Documentário.

O Projecto Educativo da Apordoc (Associação pelo Documentário, www.apordoc.org) nasce da convicção de que o cinema documental é, enquanto forma de arte, uma expressão humana com potencial transformador dos cidadãos no sentido de uma cidadania mais crítica, informada, aberta e respeitadora da diferença, visando a construção de uma sociedade mais completa, justa, tolerante e, portanto, mais forte. O projecto “O Documentário e o Mundo” apresenta sessões e oficinas para crianças e jovens, em contexto escolar ou familiar e assenta na dupla força do documentário: a capacidade cinematográfica de revelar ao espectador um ponto de vista singular sobre o real, e a capacidade de ser veículo para um acesso quase directo a mundos e experiências potenciadoras da aprendizagem de conteúdos curriculares.

Em 2018, explorará a relação dos povos indígenas do Brasil com o cinema, arma essencial para o fortalecimento das suas identidades e os seus patrimónios territoriais e culturais, tal como foi experienciado pelo projecto Vídeo nas Aldeias.

Sobre o projecto Vídeo nas Aldeias
O Vídeo nas Aldeias (VNA) é uma iniciativa pioneira no Brasil, na área de produção e formação audiovisual indígena, fundada em 1987, pelo antropólogo e cineasta Vincent Carell. Criado para “apoiar os povos indígenas no fortalecimento de suas identidades e os seus patrimónios territoriais e culturais” através de recursos audiovisuais, o VNA realiza filmes sobre a questão indígena em parceria com as comunidades, além de promover oficinas nas aldeias para formar cineastas indígenas.

Formadora
Cláudia Alves é realizadora de documentários e dá formação ao público infanto-juvenil, na área de cinema e artes plásticas. Foi professora do 1º ciclo ao secundário, em disciplinas do campo das artes visuais. Trabalha com os serviços educativos do doclisboa, da Apordoc e da Cinemateca Júnior. Apresenta sessões escolares, concebe e orienta oficinas em parceria com alguns municípios, tentando transmitir o prazer de ver e fazer cinema.
Parceiros
Agrupamento de Escolas de Camilo Castelo Branco
Agrupamento de Escolas de Gondifelos
Agrupamento de Escolas D. Maria II
Agrupamento de Escolas D. Sancho I
Cineclube de Joane
Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
Instituto do Cinema e do Audiovisual
Os Filhos de Lumière / CinEd
Plano Nacional de Cinema
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